24 de out de 2011

Caso de jovem potiguar agredida em boate ganha destaque em programa global

A agressão sofrida contra a estudante de direito Rhanna Diogénes, de 19 anos, em uma boate de Natal na madrugada da quinta-feira, 29 de setembro, continua ganhando repercussão nacional. Desta vez, foi a vez do programa Fantástico da Rede Globo exibir neste domingo (23), a agressão ocorrida contra a jovem que ganhou destaque na internet, a partir da veiculação de um vídeo onde mostra um rapaz quebrando o braço da vítima.
 
Durante a matéria, Rhanna contou o que ocorreu naquela noite, quando foi assediada pelo agressor. “Eu estou aqui com minha amiga. Quando eu sinto o meu braço puxar, quando eu vejo já é ele. Ele começa a dar em cima, tenta me beijar. É quando eu começo a me irritar, porque ele já está pegando no meu pescoço. Eu falo o tempo todo: ‘me solte, me solte’. Joguei refrigerante nele e na mesma hora ele me deu um golpe. Deu pra sentir a dor na hora”, relata.

Em seguida, as imagens do vídeo veiculado na internet, mostra o agressor pagando a conta e deixando o local sem prestar socorro. “A primeira impressão, quando a gente vê uma fratura dessas é já de um trauma de uma certa gravidade, de uma certa energia que geralmente acontece com acidentes automobilísticos, acidentes de moto”, explica o ortopedista Adriano Melo Correia.

Rhanna teve os dois ossos do antebraço partidos ao meio. A cirurgia teve que ser feita pelos dois lados para a implantação de duas placas de titânio. “Ela ainda corre o risco de diminuir em alguma coisa os movimentos sim. Corre este risco”, avalia o ortopedista.

Rômulo aceitou receber a equipe do Fantástico no escritório do advogado dele. Depois de uma hora de conversa, ele decidiu que só daria entrevista se não houvesse gravação de imagem. Aparentando estar bastante nervoso, Rômulo diz que não quer aparecer porque se sente ameaçado.

Confira um trecho da entrevista
 
Repórter: Você se considera uma pessoa violenta?

Rômulo: Não.

Repórter: Você anda armado?

Rômulo: Nunca. Nunca andei armado.

Repórter: O que aconteceu?

Rômulo: Ela veio se direcionando para mim, segurou. Eu tentei retirar o braço dela, porque ela jogou a bebida na minha cara, segurando minha gola. E, em seguida, eu achei que ela iria jogar o copo em mim. Numa ação instintiva, automaticamente, eu retirei o braço dela. Ela provavelmente deve ter ido escorregar pelo fato de a bebida ter caído no chão, e obviamente deve ter quebrado o braço no chão.

O caso está na Delegacia da Mulher, que espera ouvir Rômulo até o fim do mês. “O número de vítimas pode ser maior. Muitas se omitem ainda com medo dele”, afirma o delegado-adjunto Francisco Quirino Filho.

Fonte: DNonline
Via: Goianinha190

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