19 de jul de 2011

Temporais não devem atingir litoral potiguar

A previsão dos institutos de meteorologia é que continue a chover na região Nordeste, mas sem a mesma intensidade comparada ao fim de semana, principalmente no sábado, dia 16, quando áreas de instabilidade formadas por nuvens muito carregadas provocaram chuvas intensas em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O Setor de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) prevê que, até o meio da semana, é esperado um céu parcialmente nublado com pancadas de chuvas sobre a faixa litorânea leste e no agreste devido as instabilidades de origem oceânica e ao sistema de brisa.  Segundo a Emparn, no interior do Estado predominará a condição de céu parcialmente nublado podendo ocorrer pancadas de chuvas isoladas.

De acordo com a meteorologia, os ventos úmidos do oceano têm contribuído para chuva volumosa em áreas do nordeste da Região Nordestina. Nesta época do ano estes ventos predominantemente de leste são comuns às áreas citadas, segundo a estação do INMET de Recife (PE), o acumulado do fim de semana chegou a  quase 175 mm (45% da média de julho).

Em Natal, a chuva acumulada do fim de semana foi de 63,2 mm, superando os 59,7 milímetros que havia chovido nos primeiros 15 dias de julho.  O meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, disse que as altas temperaturas no Oceano Atlântico estão provocando instabilidades de origem oceânica, e quando as nuvens, com os ventos fortes, são empurradas para a costa, o encontro com a brisa tem levado a essas pancadas de chuvas.

No fim de semana que passou, a Emparn monitorou  65 dos 194 postos pluviométricos existentes no Rio Grande do  Norte. Em apenas dois não houve registros de chuvas.

Casal recolhe placas caídas na lagoa

Durante as chuvas que caíram no fim de semana em Natal, as lagoas do Jiqui, por trás do  Makro e do Pirangi, na avenida Ayrton Senna, voltaram a alagar, interrompendo o tráfego de veículos, que só voltou ao normal por volta das 17 horas de ontem.

Além da mudança de rota, pois quem tinha como destino Nova Parnamirim, teve de fazer a volta a partir da avenida São Miguel dos Caribes pela avenida das Alagoas, para sair em frente ao conjunto Serrambi I.

Os motoristas que tentavam passar pela pista alagada da avenida Ayrton Senna, geralmente perdiam a placa, dianteira, de   identificação do veículo, devido a força inercial das águas.

A dona de casa Leonilda Xavier de Souza mora num terreno ao lado da lagoa e contava, que de sexta-feira até o fim da tarde de domingo, tinha juntado 156 placas de carros.

Ela disse que já tinha recolhido outras cem placas, que os donos de carros "voltavam pra pegar" depois que sentiam a sua falta. Por cada placa que devolvia, acrescentou, recebia R$ 1,00; 2,00 ou até R$ 5,00 "e às vezes nada".

Agnaldo Soares Ramos também mora no mesmo terreno ao lado da lagoa e diz que quando o pessoal não pega a placa de volta, junta tudo e vendo para a reciclagem. O quilo está em torno de R$ 2,50. Só para ter uma ideia do prejuízo por uma placa perdida, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RN) cobra R$ 20,00 por um par de placas.

Com 25 anos trabalhando na manutenção das 26 lagoas pluviais e de drenagem das águas superficiais em Natal, Pedro Luiz da Silva conta que as lagoas de Jiqui e Pirangi contam, cada uma, com duas bombas submersas para evacuação das águas para a área de Lagoinha.

Segundo ele, até o sábado, a lagoa da avenida Ayrton Senna vinha funcionando apenas com uma bomba, a outra foi recolocada naquele dia, e embora possam bombear, em conjunto, cerca de 1,2 milhão de litros de água por hora, "não estava dando vencimento " devido o volume de chuvas que caiu em Natal.

Silva disse que, depois de a chuva dar uma trégua, serão colocadas outras bombas na lagoa do Makro, cada uma com capacidade para bombear 800 mil litros de água por hora, para jogar água até Lagoinha.

Moradores pedem muro de contenção

Moradores do conjunto Alphaville situado ao lado do Parque Serrambi V, na avenida Abel Cabral, em Nova Parnamirim, estão apreensivos quanto a possibilidade de vir abaixo o resto do muro, que caiu uma parte com as chuvas do dia 28 de junho. Erival Medeiros Costa conta que já foram diversas vezes à prefeitura de Parnamirim em busca de uma solução para o problema: "O muro já caiu três  vezes".Segundo Costa, os moradores querem que a prefeitura construa um muro de arrimo, para que então os moradores possam construir outro muro de alvenaria.

A síndica Maria do Socorro Viana diz que o problema piorou depois que foram executadas construções irregulares nas encostas e nas dunas por trás do Alphaville.  Segundo ela, os moradores não são contra as casas construídas irregularmente, mas reclamam que com a erosão as fossas sépticas, praticamente, estão jorrando esgoto a céu aberto para dentro do condomínio.

Prefeitura

A prefeitura de Parnamirim informou, por intermédio da Chefia de Gabinete, que já recebeu um ofício dos moradores comunicando o problema, mas que já foi pedido a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, um relatório sobre o caso naquela área e que está aguardando o laudo técnico para poder se pronunciar. 
 
*TN

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